Carolina Melo, de 26 anos sofre de leucemia e deu o seu testemunho no programa Companhia das Manhãs. Veja o vídeo:
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16.4.10
18.2.10
Associação Inês Botelho vai aos Ídolos
Testemunho da Susana Laia
"Foi mesmo uma noite inesquecivel! Como disse a Isabel, a logistica foi bem complicada no meio de tantas pessoas, de tanto frio e de tanta chuva!
Mas nós tinhamos o principal: a vontade de proporcionar á "nossa" criançada um serão bem passado e bem divertido!
E assim foi! Foi uma noite cheia de sorrisos, gargalhadas, danças, aplausos, brincadeira, com todos muito bem dispostos a chegar ao fim e a pedirem por mais!
Os nossos cumplices, do lado da SIC foram incansáveis. No meio de tanta gente no estudio, a preocupação da produção do programa relativa aos meninos da AIB foi de louvar. Ao longo de todos os programas, a produção conseguiu transmitir a segurança de bem estar durante todas as emissões o que permitiu a alguns dos nossos jovens espectadores assistirem ao programa mesmo em condições fisicas mais frágeis.
Acredito que com estas pequenas coisas se fazem a diferença e sem a ajuda de todas as pessoas que a Isabel já referiu não teria sido possivel "distribuir" tantos sorrisos!
Da minha parte continuo a pensar "É tão bom ajudar! O que se dá é tão pouco para nós e tanto para eles que vale mesmo a pena continuar."
Já eram por volta das duas da manhã quando deitei a cabeça na almofada e pensei: "Acredito que depois de um serão assim, os nossos meninos terão mais alento e energia para enfrentar a sua guerra que também é nossa!"
Não quero deixar de dizer, que todos estes momentos só foram possiveis graças ao empenho e proactividade da Isabel a quem eu mais uma vez agradeço pela oportunidade e confiança que deposita em mim.
Obrigada.
Susana Laia"
Testemunho da Isabel Botelho
“Ontem foi uma noite inesquecível para as crianças que levámos mais uma vez a assistir aos Ídolos mas desta vez à Gala de Encerramento!!
Eramos mais de 40!! Foi uma logística complicada no meio das centenas de pessoas ... !! mas a organização foi incansável e deu-nos todo o apoio para que os meninos fossem rapidamente aconchegados nos seus lugares. Mimos não faltaram, acreditem!
Obrigada à SIC e à Produção dos Ídolos por estas noites memoráveis! Obrigada Sandra e Alexandre, Cláudia Vieira e João Manzarra, os meninos ficaram maravilhados e são experiências como estas que os ajudam a enfrentar as suas batalhas...!
Um obrigada muito especial à Diana e ao Filipe pelo fantástico exemplo que deram ao registarem-se como dadores de medula óssea !!
E também o nosso muito obrigada a todas as crianças que nos acompanharam durante todas as Galas e aos seus Pais, por nos mostrarem que o nosso trabalho é importante para eles !!
Não posso deixar de agradecer o trabalho fantástico dos nossos voluntários, à Susana um beijo muito especial, sozinha não teria conseguido...
E que venham mais convites, estamos aqui para os receber e distribuir sorrisos !
Isabel Botelho"
3.12.09
Testemunho de Isabel Botelho, fundadora da Associação Inês Botelho
Quando é que foi detectado o cancro na Inês?
A Inês andava com febres que não passavam , iam e vinham...supostamente seria mais uma "virose" da época. No dia 25 de Dezembro, como não passavam as febres e a conselho do pediatra, decidimos fazer uma análise para ver o que se passava. Foi nesse dia de Natal que nos disseram, no Hospital de Santa Maria, que a Inês tinha uma leucemia. Como podem imaginar foi o pior da nossa vida. Depois, foi o início do pesadelo. Foi transferida para o IPO, onde fez punção lombar para diagnosticarem que tipo de leucemia seria. Começou logo a fazer quimioterapia nesse mesmo dia e só da primeira vez permaneceu isolada num quarto por quase 3 meses sem poder receber visitas.
Como é que a Inês recebeu a notícia ?
Muito mal. Estava em casa a festejar o Natal e ficou toda aborrecida por irmos fazer análises nesse dia. Quando soube que não voltaria para casa mas que ia ser transferida de hospital e ia ver-se rodeada de pessoas de bata e máscara, inclusivé a própria Mãe...Podem fazer uma pequena ideia da revolta que se apoderou dela! Queria voltar para casa para junto dos primos para continuar a festejar o Natal ... além do sofrimento das picadas de agulhas.
Depois quando chegámos, reagiu novamente muito mal quando a médica lhe explicou tudo sobre os tratamentos e que ia perder o cabelo.
Foi dramático e custa-me sempre muito lembrar esse dia. Estávamos a 31 Dezembro, os foguetes do fogo de artificio, os tachos, a algazarra toda lá fora, e a minha filha lavada em lágrimas e cheia de dores dos tratamentos. Não queria sair do quarto, não queria ver ninguém. Estava destroçada! Ela adorava a escola e não podia ir, adorava arranjar-se para ir ter com as amiguinhas e não podia ir....ia perder o cabelinho que ela tanto gostava..etc...etc..
Passados uns dias, houve uma transformação. Com muito cuidado, fui tentando que ela percebesse que tínhamos de reagir, de colaborar, que estávamos ao lado dela e que o mau momento ia passar e que tinhamos de ir à luta!
E foi o que ela fez, corajosa até não poder mais, sempre colaborante com médicos e enfermeiros, fez tudo o que lhes possa passar pela cabeça. Foi mil vezes ao bloco operatório, colocou dois cateteres e esteve seis vezes nos cuidados intensivos do Hospital D. Estefãnea (a primeira, apenas quinze dias depois de lhe terem diagnosticado a doença onde entrou com uma pneumonia no dia 16 de Janeiro, em estado muito grave ! Fez todos os tratamentos de quimio possíveis, até um que mandámos vir de França em desespero. Fez radioterapia, fez dois transplantes, enfim, um calvário mesmo.
Nunca baixou os braços, mesmo muito fraca com os tratamentos violentos, nunca deixou de estudar. Os professores traziam me as fichas do Colégio para ela fazer e depois eu entregava. Quando ela podia ir para casa, mesmo muito fraquinha, a Directora de turma dela vinha a nossa casa fazer-lhe os testes e ela fazia.
Como não comia, teve de ser alimentada com uma sonda no nariz. Apesar disso continuava a fazer os trabalhos da escola e passou sempre de ano, uma verdadeira lutadora! E sempre, sempre com um sorriso que iluminava tudo e todos à sua volta!
De quem é que partiu a ideia de fundar a associação?
A ideia da Associação começou primeiro com o desejo de organizar um concerto em homenagem à Inês e cujos fundos iriam reverter para uma causa semelhante. Mas houve uma médica que nos disse que tínhamos tido, nós e sobretudo a Inês, uma atitude nunca vista, que tínhamos muito para partilhar, que podíamos ajudar com a nossa experiência, e lançou-nos o desafio de criar uma associação.
Assim, começámos a convidar médicos, enfermeiros, pais que partilharam connosco aqueles corredores, colegas, amigos, e assim nasceu a Associação Inês Botelho.
Foi fácil arranjar os apoios? Mostraram-se sempre disponíveis?
Posso dizer que nós não temos "dinheiro" e vamos conseguindo fazer o que fazemos com a colaboração das entidades envolvidas..
Por exemplo se planeamos um passeio, conseguimos quem ofereça transporte, ou se convidamos para um almoço, é porque conseguimos sensibilizar um restaurante para o oferecer. Vamos batendo a portas e assim conseguimos os apoios.
Posso dizer que tenho sempre sido muito bem recebida por todas as pessoas e entidades que tenho abordado. Fficam muito sensibilizados e ajudam.
Em que consiste o trabalho na instituição? Que tipo de actividades é que praticam? Estas actividades estão só direccionadas para crianças ou também para adultos?
Tentamos tornar o dia a dia das crianças atingidas com cancro e os seus familiares menos penoso.
Organizamos visitas aos meninos que estão internados, de ídolos, jogadores de futebol, marionetas, artistas, enfim tudo o que possa distraí-los e animá-los um pouco, para terem mais força para continuarem os seus tratamentos.
Por outro lado, organizamos saídas para os meninos que estão em ambulatório, ou seja, que só vão ao IPO para fazer tratamento, mas que voltam para casa. Fazemos passeios, pic -nics, jantares, levamos os meninos a estúdios de televisão para assistirem ao vivo a gravações. Tudo isso podem ver nos eventos que estão no nosso Site. Nessas saídas levamos também irmãos e pais, pois isso permite juntar a família que está separada quando os meninos estão internados. (ainda hoje estive no IPO a afixar uma ida à Kidzania no Sábado, 21/11).
Temos também um trabalho muito importante de sensibilização para dádiva de sangue e de as pessoas se inscreverem para dadores de medula. O nosso filho tem tido um papel muito importante nessa divulgação junto dos jovens.
Quantos voluntários é que fazem parte da associação? São principalmente pais de crianças que já passaram pelo mesmo?
Voluntários são bastantes, mas como somos muito jovens, a AIB tem apenas 2 anos, ainda não temos isso quantificado, mas somos bastantes.
Respondendo à sua pergunta, não, os voluntários não são pais, são voluntários que vão surgindo ao tomarem conhecimento da AIB. Por exemplo, uma empresa que serve refeiçoes, a quem nós solicitamos o serviço, quase sempre se oferecem para ser voluntários e querem fazer actividades connosco, querem envolver-se. São também muitos jovens que se vão juntando ao nosso filho.
Além dos donativos, como é que as outras pessoas podem ajudar?
Além dos donativos, as pessoas podem-se tornar sócios mediante o pagamento de uma quota simbólica. Podem oferecer serviços, dar ideias, mas mais uma vez, tudo isso está explicado no nosso site, se precisarem.
Quando é que foi detectado o cancro na Inês?
A Inês andava com febres que não passavam , iam e vinham...supostamente seria mais uma "virose" da época. No dia 25 de Dezembro, como não passavam as febres e a conselho do pediatra, decidimos fazer uma análise para ver o que se passava. Foi nesse dia de Natal que nos disseram, no Hospital de Santa Maria, que a Inês tinha uma leucemia. Como podem imaginar foi o pior da nossa vida. Depois, foi o início do pesadelo. Foi transferida para o IPO, onde fez punção lombar para diagnosticarem que tipo de leucemia seria. Começou logo a fazer quimioterapia nesse mesmo dia e só da primeira vez permaneceu isolada num quarto por quase 3 meses sem poder receber visitas.
Como é que a Inês recebeu a notícia ?
Muito mal. Estava em casa a festejar o Natal e ficou toda aborrecida por irmos fazer análises nesse dia. Quando soube que não voltaria para casa mas que ia ser transferida de hospital e ia ver-se rodeada de pessoas de bata e máscara, inclusivé a própria Mãe...Podem fazer uma pequena ideia da revolta que se apoderou dela! Queria voltar para casa para junto dos primos para continuar a festejar o Natal ... além do sofrimento das picadas de agulhas.
Depois quando chegámos, reagiu novamente muito mal quando a médica lhe explicou tudo sobre os tratamentos e que ia perder o cabelo.
Foi dramático e custa-me sempre muito lembrar esse dia. Estávamos a 31 Dezembro, os foguetes do fogo de artificio, os tachos, a algazarra toda lá fora, e a minha filha lavada em lágrimas e cheia de dores dos tratamentos. Não queria sair do quarto, não queria ver ninguém. Estava destroçada! Ela adorava a escola e não podia ir, adorava arranjar-se para ir ter com as amiguinhas e não podia ir....ia perder o cabelinho que ela tanto gostava..etc...etc..
Passados uns dias, houve uma transformação. Com muito cuidado, fui tentando que ela percebesse que tínhamos de reagir, de colaborar, que estávamos ao lado dela e que o mau momento ia passar e que tinhamos de ir à luta!
E foi o que ela fez, corajosa até não poder mais, sempre colaborante com médicos e enfermeiros, fez tudo o que lhes possa passar pela cabeça. Foi mil vezes ao bloco operatório, colocou dois cateteres e esteve seis vezes nos cuidados intensivos do Hospital D. Estefãnea (a primeira, apenas quinze dias depois de lhe terem diagnosticado a doença onde entrou com uma pneumonia no dia 16 de Janeiro, em estado muito grave ! Fez todos os tratamentos de quimio possíveis, até um que mandámos vir de França em desespero. Fez radioterapia, fez dois transplantes, enfim, um calvário mesmo.
Nunca baixou os braços, mesmo muito fraca com os tratamentos violentos, nunca deixou de estudar. Os professores traziam me as fichas do Colégio para ela fazer e depois eu entregava. Quando ela podia ir para casa, mesmo muito fraquinha, a Directora de turma dela vinha a nossa casa fazer-lhe os testes e ela fazia.
Como não comia, teve de ser alimentada com uma sonda no nariz. Apesar disso continuava a fazer os trabalhos da escola e passou sempre de ano, uma verdadeira lutadora! E sempre, sempre com um sorriso que iluminava tudo e todos à sua volta!
De quem é que partiu a ideia de fundar a associação?
A ideia da Associação começou primeiro com o desejo de organizar um concerto em homenagem à Inês e cujos fundos iriam reverter para uma causa semelhante. Mas houve uma médica que nos disse que tínhamos tido, nós e sobretudo a Inês, uma atitude nunca vista, que tínhamos muito para partilhar, que podíamos ajudar com a nossa experiência, e lançou-nos o desafio de criar uma associação.
Assim, começámos a convidar médicos, enfermeiros, pais que partilharam connosco aqueles corredores, colegas, amigos, e assim nasceu a Associação Inês Botelho.
Foi fácil arranjar os apoios? Mostraram-se sempre disponíveis?
Posso dizer que nós não temos "dinheiro" e vamos conseguindo fazer o que fazemos com a colaboração das entidades envolvidas..
Por exemplo se planeamos um passeio, conseguimos quem ofereça transporte, ou se convidamos para um almoço, é porque conseguimos sensibilizar um restaurante para o oferecer. Vamos batendo a portas e assim conseguimos os apoios.
Posso dizer que tenho sempre sido muito bem recebida por todas as pessoas e entidades que tenho abordado. Fficam muito sensibilizados e ajudam.
Em que consiste o trabalho na instituição? Que tipo de actividades é que praticam? Estas actividades estão só direccionadas para crianças ou também para adultos?
Tentamos tornar o dia a dia das crianças atingidas com cancro e os seus familiares menos penoso.
Organizamos visitas aos meninos que estão internados, de ídolos, jogadores de futebol, marionetas, artistas, enfim tudo o que possa distraí-los e animá-los um pouco, para terem mais força para continuarem os seus tratamentos.
Por outro lado, organizamos saídas para os meninos que estão em ambulatório, ou seja, que só vão ao IPO para fazer tratamento, mas que voltam para casa. Fazemos passeios, pic -nics, jantares, levamos os meninos a estúdios de televisão para assistirem ao vivo a gravações. Tudo isso podem ver nos eventos que estão no nosso Site. Nessas saídas levamos também irmãos e pais, pois isso permite juntar a família que está separada quando os meninos estão internados. (ainda hoje estive no IPO a afixar uma ida à Kidzania no Sábado, 21/11).
Temos também um trabalho muito importante de sensibilização para dádiva de sangue e de as pessoas se inscreverem para dadores de medula. O nosso filho tem tido um papel muito importante nessa divulgação junto dos jovens.
Quantos voluntários é que fazem parte da associação? São principalmente pais de crianças que já passaram pelo mesmo?
Voluntários são bastantes, mas como somos muito jovens, a AIB tem apenas 2 anos, ainda não temos isso quantificado, mas somos bastantes.
Respondendo à sua pergunta, não, os voluntários não são pais, são voluntários que vão surgindo ao tomarem conhecimento da AIB. Por exemplo, uma empresa que serve refeiçoes, a quem nós solicitamos o serviço, quase sempre se oferecem para ser voluntários e querem fazer actividades connosco, querem envolver-se. São também muitos jovens que se vão juntando ao nosso filho.
Além dos donativos, como é que as outras pessoas podem ajudar?
Além dos donativos, as pessoas podem-se tornar sócios mediante o pagamento de uma quota simbólica. Podem oferecer serviços, dar ideias, mas mais uma vez, tudo isso está explicado no nosso site, se precisarem.
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