11.2.10

65% dos casos ligados a três tipos de cancro

As leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central são os tipos de cancro que mais afectam as crianças, representando cerca de 65% do total só no Sul do País. De acordo com o relatório do Registo Oncológico Regional do Sul, com dados de 1998 a 2002 entre os 0 e os 14 anos, foram diagnosticadas 619 neoplasias nestes cinco anos, 402 das quais pelas causas referidas.

Na área de influência de quase metade da população surgem 123 novos casos de cancros em crianças anualmente, "54% dos quais em rapazes", diz Gabriela Caldas, do IPO de Lisboa. A taxa de incidência é de 178 casos por milhão de habitantes, ligeiramente abaixo dos 180,27 da Europa, mas é superior sobretudo nas faixas etárias de um a quatro anos e na que engloba crianças com menos de um ano.

As leucemias representam 27% dos cancros pediátricos, os que afectam o sistema nervoso central 22% e, por último, os linfomas correspondem a 16% do total. Temos mais casos de "leucemia mielóide aguda do que no resto dos países europeus", refere a médica. Em relação à sobrevivência, Portugal está muito bem colocado, mesmo neste tipo de carcinoma, já que a sobrevivência é de 77% ao fim de cinco anos.

Mas há outros casos em que a região supera a média europeia: caso do linfoma de Hodgkin e não Hodgkin e do linfoma de Burkitt. A sobrevivência supera os 70% ou 80% na maioria dos cancros. "As crianças são mais sensíveis aos tratamentos; por isso, têm resultados melhores."

É por essa razão que "um em cada 700 adultos sobreviveu a um cancro em criança. Mesmo ao fim de cinco anos (tempo aproximado para se considerar que o cancro ficou tratado), as crianças são acompanhadas, porque "têm muitas sequelas e incapacidades e um risco acrescido de desenvolver um segundo cancro".

336 novos tumores em crianças
por DIANA MENDESHoje

De acordo com dados dos quatro hospitais com serviço de oncologia pediátrica, terão surgido 336 casos novos de tumores em crianças em 2009, um número que tem tendência para aumentar. O cancro é a primeira causa de morte natural nas crianças portuguesas, apesar de menos fatal que os acidentes.

Gabriela Caldas, pediatra do IPO de Lisboa, refere que o cancro infantil tem aumentado "cerca de 0,7% ao ano, possivelmente por melhor diagnóstico, mas também devido a outras questões que têm de ser mais bem estudadas, como as ambientais".

A médica, que ontem apresentou os dados da região sul na área da oncologia pediátrica, refere que têm sido diagnosticados cerca de "150 novos casos na zona sul que abrange Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve e Madeira, sendo que 20 casos serão de filhos de imigrantes de países africanos".

Contactado pelo DN, o director do Hospital Pediátrico de Coimbra, Rui Baptista, admitiu ter em tratamento mais de mil crianças com neoplasias. "Só em 2009 surgiram 70 casos, mais 20 do que é habitual, porque recebemos doentes de outras áreas do País."

Também na zona norte foram detectados mais de cem casos (116). Só no IPO do Porto, onde são tratados os cancros como os hematológicos (do sangue, como as leucemias), "surgiram 81 crianças com neoplasias", refere a directora do serviço de pediatria, Lucília Norton, mais sete do que no ano anterior. Na unidade de São João, que só trata tumores sólidos, "diagnosticámos cerca de 35 casos no ano passado", diz Caldas Afonso, o director do serviço.

7.2.10

Acção de Angariação de Potenciais Doadores de Medula Ossea

Hoje, dia 7 de Fevereiro, entre as 10 e as 16 horas irá realizar-se no Externato Nossa Senhora do Rosário (Salesianas do Bairro do Rosário), com o lema "Vamos ajudar o Kiko".

5.2.10

Células Estaminais e o Tratamento da Leucemia

"Para quem sofre de leucemia, encontrar um dador de medula óssea compatível pode significar a cura. Mas, em cerca de 50% dos casos, surgem episódios de rejeição que em alguns doentes podem ter consequências fatais.

No âmbito da parceria MIT-Portugal, investigadores portugueses e americanos estão a usar, clinicamente, células estaminais que conseguem neutralizar a rejeição numa das suas formas mais graves, conhecida como a doença contra o hospedeiro.

“Estas células mesenquimatosas podem ser isoladas a partir de vários tecidos do corpo humano, mas no caso presente foram isoladas a partir da medula óssea. São células que vão ajudar o sistema imunológico do paciente a responder relativamente a um determinado tipo de doença, chamada doença contra o hospedeiro”, garante Joaquim Sampaio Cabral, o coordenador deste projecto.

Cabe aos investigadores do Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, do Instituto Superior Técnico, estudar a melhor maneira de multiplicar estas células, e ao Centro Lusotransplante de Lisboa fazer com que rapidamente se atinja o número a partir do qual se podem salvar vidas.

Francisco Santos, investigador do Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, assegura que “é preciso uma grande dose, porque a dose clínica que se tem estado a utilizar em Portugal e na Europa é cerca de 1 a 2 milhões de células por quilograma de paciente, portanto, chega-se a números de 80 milhões de células, que são bastante elevados e que só se consegue com a cultura destas células”.

A triagem de doentes que poderão beneficiar deste tratamento é da responsabilidade do IPO de Lisboa. O grupo José de Mello Saúde é uma das empresas que tem contribuído para o financiamento desta investigação, e a Associação Portuguesa Contra a Leucemia e o MIT-Portugal também têm angariado fundos para este projecto cujos resultados são já uma realidade.

Em Novembro de 2007 foi tratado com sucesso o primeiro caso de doença do enxerto contra o hospedeiro, grave e resistente a todos os tratamentos e cujo desfecho sem o recurso a este projecto seria fatal. Depois disso mais oito pacientes com doenças hematológicas graves foram tratados com células estaminais com resultados positivos."

(adaptado de SIC Notícias Online - Falar Global)



4.2.10

Banco de Dadores de Medula

Estamos a organizar uma recolha de possíveis dadores de medula óssea em parceria com o Centro de Histocompatibilidade do Sul. Vai-se realizar em Março, no Colégio Salesiano - Oficinas de São José - em Campo de Ourique, Lisboa.
Gostaríamos de contar com o maior número de interessados nesta iniciativa.
Se quiserem participar, por favor, deixem uma mensagem no nosso blog com o vosso contacto de email para depois enviarmos uma data concreta.

Dia Mundial Da Luta Contra o Cancro


Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro. A data foi definida, em 2000, pela União internacional Contra o Cancro (UICC) , na denominada Carta de Paris. O documento serve para divulgar os problemas relacionados com o risco, o diagnóstico e o tratamento de doentes com cancro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, sem intervir sobre o problema, até 2015 devam morrer vítimas de cancro 84 milhões de pessoas. Os dados referentes a 2007apontam para quase nove milhões de mortes por cancro, o correspondente a 13 por cento do total de óbitos registados nesse ano.

O mote das comemorações do Dia Mundial contra o Cancro 2010, a 4 de Fevereiro, é "o cancro também pode ser prevenido". O objectivo consiste em salientar medidas simples que previnem o cancro, nomeadamente:

- Não consumir tabaco;
- Dieta saudável e exercício físico regular;
- Reduzir o consumo de álcool;
- Protecção contra infecções que podem estar na origem do cancro.

Todos os anos, a 4 de Fevereiro, a OMS alia-se à União Internacional contra o Cancro, a fim de promover o combate contra o cancro. A prevenção e a promoção da qualidade de vida dos doentes com cancro são temas recorrentes.

Zooterapia no tratamento de pacientes oncológicos

Actualmente reconhece-se que o contacto com animais tem bastantes benefícios para o ser humano, sendo estes já frequentemente utilizados como apoio em tratamentos médicos, fazendo inclusivamente visitas a hospitais, principalmente nos Estados Unidos.

Esta terapêutica é designada por zooterapia ou terapia assistida por animais (TAA), sendo já identificados muitos dos seus benefícios. Está provado cientificamente que os animais contribuem para o aumento do bem-estar das pessoas que com eles contactam, bem como para a diminuição do stress (ajudam a tranquilizar a mente). Para além disso, têm a capacidade de descontrair o ambiente, melhorando o humor das pessoas: a presença de animais proporciona uma maior tendência para sorrir – tanto às crianças, como aos adultos, o que é benéfico para o seu tratamento pois o ‘‘rir’’ enche o sangue de endorfinas (um calmante natural) que, além de amolecer o corpo, fortalece o sistema de defesa do organismo, contribuindo para uma mais rápida recuperação. No entanto, a terapia com animais não promete a cura das doenças, mas promove benefícios físicos e mentais comprovados.

Também relativamente a pacientes diagnosticados com cancro, o uso desta terapia é benéfica: verifica-se que pacientes de oncologia reduzem o consumo de analgésicos quando submetidos a zooterapia como terapia integrativa do tratamento.

Os animais mais utilizados são os cães (Golden Retriver e o Labrador), mas no fundo qualquer animal pode ser terapeuta, desde que seja dócil, saudável e bem treinado, devendo também gostar de ‘‘miminhos’’ e não reagir mal face a situações inesperadas.
Apesar do cepticismo da maior parte das pessoas, a aceitação da zooterapia por parte da comunidade médica tem vindo a aumentar progressivamente.

(Redigido pelo grupo Terapeutas de Quatro Patas para o nosso blog)

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